quinta-feira, 23 de julho de 2009

MaPa promove jam!

Em 2007 a banda montou o Projeto MaPa, evento que mistura música e poesia. Nesta sexta o quinteto promove um laboratório com a participação de amigos músicos e poetas. Tudo em clima de improviso.







quinta-feira, 16 de julho de 2009

O trio Espaço 3 toca pela primeira vez no projeto.

O grupo se reuniu este ano oriundo de outros grupos por onde tocaram ou tocam juntos como a Itiberê Orquestra. Formado por Bernardo Ramos na guitarra, Vitor Gonçalves nos teclados, sax e acordeom e o baixista Bruno Aguilar, o Espaço 3 apresenta composições próprias além de standards de jazz e compositores brasileiros como Hermeto Pascoal, Jobim e Gismonte.



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Camará Trio nesta sexta!

Formado por Violino (Karin Verthein), Violão (Tomaz Lemos) e Pandeiro (ThiagoAquino), o Camará Trio traz em seu trabalho as mais diversas influências musicais Do samba e choro ao baião, dos afro-sambas de Baden e Vinicius às bossas de Tom Jobim, passando por Jimi Hendrix e Beatles, o grupo imprime sua sofisticada sonoridade e surpreende os ouvintes.
O repertório é composto em sua maior parte de canções, tocadas em formato instrumental, incluem-se ainda composições dos integrantes do grupo.
Segue uma conversa com os integrantes do grupo.
SnJ: Quando o trio foi criado?
Tomaz: O trio foi criado em 2006, quando a Karin formou um duo com o Olavo Viana, violão. Eles logo chamaram o Thiago pro pandeiro e assim formaram o Trio Assanhado. Um ano depois o Olavo foi estudar na Europa e, como eu já havia trabalhado com o Thiago antes, me chamaram para substituí-lo. Mudamos o nome para Camará Trio, e estamos aí!
Thiago: Como dá para ver, foi um processo bastante gradual. Por isso decidimos criar um marco, e comemoramos o aniversário do grupo em novembro, data da nossa primeira apresentação. Ano passado tivemos uma apresentação no dia, e teve até bolo para os presentes, rsrs... Esse ano deve rolar alguma surpresa de novo!
SnJ: Qual a formação de vocês?
Tomaz: A Karin Verthein no violino, o Thiago Aquino na percussão e eu no violão. O Thiago usa um Cowbell com pedal no pé que sempre chama a atenção, é o maior barato!
Thiago: Eu gosto de pensar no meu set de pandeiro e cowbell como "a menor bateria do mundo"! No samba dá para tocar o pandeiro e fazer o fraseado do tamborim com o pé, nos baiões explorar os graves do pandeiro como se fosse um zabumba... Enfim, é bem divertido!

SnJ: O trio tem tocado bastante na noite carioca. O que há de melhor e de pior?
Tomaz: Bom, tocar é sempre uma alegria, e o melhor é ir conquistando e recebendo o carinho do público. Até porque nossa proposta não é muito comum, primeiro pela formação, mas também porque a maioria dos grupos de música instrumental brasileira são de choro, samba-jazz ou experimental. Nós trazemos um trabalho que privilegia os arranjos e as interpretações dentro de um repertório conhecido, e costumamos surpreender positivamente os desavisados.
De ruim, a falta de estrutura dos espaços, muito amadorismo nas produções e os cachês equilibristas: balançam mas demoram para cair na nossa conta.
Claro que há exceções como o Sextas no Jardim, que é organizado com carinho e honestidade, e fica melhor a cada edição. Destaque também para o produtor Nonô de Paraquaquá, ex-proprietário do Cantinho da Fofoca, figura rara em termos de valorização da música e dos músicos.
Thiago: Na parte boa: Tocar um som que você gosta e ter uma resposta positiva do público é uma coisa maravilhosa, porque é bastante comum ter que sacrificar um desses dois lados em favor do outro...Na parte ruim, além de concordar com o Tomaz, percebo também que existem poucas casas com uma programação ao vivo mais variada. Tivemos no Rio uma onda muito forte de forró: quase todas as casas tocavam forró, era forró pra cá, forró pra lá... Agora nos últimos anos estamos tendo a mesma coisa com o samba. Nada contra esses gêneros - muito pelo contrário, até porque o Camará bebe muito nessas fontes - mas acho que a noite carioca precisa ficar mais livre de modismos e se diversificar mais, ficar mais ousada. Acho que isso já está acontecendo com as festas e DJs; falta acontecer mais intensamente com a música ao vivo.
SnJ: Gravação em vista?
Tomaz: Estamos gravando aos poucos, na medida do tempo disponível e do caixa do grupo. Algumas gravações estão disponíveis no nosso Myspace, www.myspace.com/camaratrio, e em breve disponibilizaremos mais uma faixa. Acabamos de gravar vídeos no Centro Municipal de Referência da Música Carioca que ficaram bem legais e devem ser lançados em um mês no Youtube e no Myspace.
Thiago: Aguardem novidades por aí!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O saxofonista Chico Costa se apresenta daqui a pouco no projeto.

Chico se apresenta em trio com tecladista Danilo Andrade e o baixista Pablo Arruda.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Duo Geszti Alvim apresenta instrumental brasileiro.


Formado por volta de 2007 o duo vem ganhando personalidade no modo de tocar, misturando o choro do clarite de Rui Alvim ao piano e acordem jazzístico de Gabriel Geszti. A mãe de Rui, pianista do conservatório de Lisboa e o avô de Gabriel, pianista húngaro são algumas das influências destes dois músicos que ganharam o reforço do baixista Jorge Oscar em suas apresentações.
SnJ: Quando vocês pretendem gravar?
Rui Alvim: Ainda não gravamos um disco mas estamos preparando isso para este ano.
SnJ: No repertório do show existem músicas autorais?
RA: Existem musicas de autoria do Gabriel e também de compositores contemporâneos.
SnJ: Quais são os instrumentos que vocês usam?
RA: Piano ou acordeom e clarinete, sax alto ou clarone. Mais recentemente o Jorge Oscar começou a participar do duo e vem sendo usado o contrabaixo acústico.
SnJ: Que compositores ou instrumentistas vocês preferem?
RA: Eu gosto de muitos compositores e diversos gêneros musicais. Entre eles, Sivuca, Duke Ellingnton, Dominguinhos, Cristovão Bastos, Mauricio Carrilho, Pixinguinha, Bach, Rogerio de Souza, Radamés, Mozart, Rachmaninoff, K-Ximbinho, Debussy, Nelson Cavaquinho, Cartola, entre outros.

SnJ: Como vocês vêem o mercado para a música (shows, gravações) no Rio?
RA: Acho o Mercado carioca de música sub aproveitado, especialmente quando pensamos no Rio como um dos maiores mananciais de instrumentistas do Brasil. Acho que falta espaço para a música instrumental e o mercado de gravação está arrefecido há muito, no entanto isso não tem sido um obstáculo à cultura musical dessa cidade.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Projeto MaPa faz jam nesta sexta!

O quinteto do Projeto MaPa faz uma mistura de música e poesia em seus shows, sempre com uma boa dose de improviso. Nesta apresentação no Sextas no Jardim alem de músicas autorais, temas de João Donato, Eumir Deodato e João Bosco estão no repertório. Segue uma rápida conversa com o pessoal do grupo. Mais sobre o MaPa em www.myspace.com/mapaprojeto
SnJ: Qual a formação deste quinteto?
P. MaPa: Este show será um pouco diferente. Tocaremos com percussões, baixo, guitarra, violão e sax. A idéia é que a gente receba convidados para tocar e recitar. Será um laboratório.
SnJ: Não é assim que acontece sempre nos shows?
PM : Sim mas como este projeto é mais intimista não usaremos bateria e sim percussões. O repertório também sofreu pequenas inserções para se adaptar melhor ao espaço.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Eduardo Guedes Trio se apresenta nesta sexta!

Eduardo Guedes (guitarra), Fabio Cavalieri (contrabaixo) e Paulo Diniz (bateria) são músicos com mais de 15 anos de estrada e experiências profissionais diversas. Neste show serão executados temas de Wayne Shorter, Herbie Hancock e JohnColtrane, dentre outros, assim como releituras de standards e clássicos da Música Popular Brasileira. Segue uma conversa com o músico.
SnJ: Como você vê os espaços para shows instrumentais na cidade?
Eduardo: Existem muito poucos espaços para música instrumental na cidade e a minoria deles são democratizados. Existem inúmeros músicos excelentes na cidade do Rio de Janeiro onde quase todos não encontram espaço para mostrar seu trabalho.
SnJ: Para novos grupos e artistas é viável tocar fora da cidade?

EG: É viável tocar em qualquer lugar que remunere justamente um bom músico e existam pessoas afin de boa música.
SnJ: Qual o equipamento você costuma usar?

EG: Depende da ocasião e do estilo musical a ser tocado. Se for algo tipo rock ou Blues uso uma Fender Stratocaster American Standard, mais se for algo que exija uma sonoridade mais suave posso usar minha Gibson 175 ou minha Fender Telecaster American Standard, modificada no captador do braço para ter um som mais grave e cheio, sempre com meu amplificador Fender Hot Rod Deluxe. Para esta apresentação do dia05/06 pretendo usar a Telecaster.

SnJ: O que você ouve? Que músicos?

EG: Escuto realmente de tudo, Luiz Gonzaga, Wayne Shorter, Fela Kuti, Jacob do Bandolim, Rolling Stones, Bjork.....é difícil enumerar. Gosto é de música!
SnJ: Artistas de outras áreas, como cinema e artes plásticas te influenciam aotocar e compor?

EG: Não. De forma alguma isto acontece. A Música é a maior das artes e seu caráter abstrato é algo que nos leva para longe do nosso lado racional. A mesma Música causa sensações distintas em cada indivíduo e cada músico a exerce de acordo com o que ele é, e não de acordo com algo que outra pessoa tenha feito que não seja música. Quando fazemos uma boa música é como se o mundo desaparecesse por completo, fazendo esquecer até mesmo da nossa própria existência e só houvesse a música.